O caminho para um emagrecimento sustentável, segundo Lucas Peralles

Diego Velázquez
Diego Velázquez
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Lucas Peralles

Perder peso rápido parece a prova mais clara de que uma dieta está funcionando. O problema aparece semanas depois, quando parte considerável desse peso volta, e volta rápido. A explicação é simples: perdas muito aceleradas costumam vir de água e massa muscular, não de gordura, e o corpo tende a recuperar exatamente o que perdeu primeiro assim que a rotina normal é retomada.

Lucas Peralles, referência em nutrição esportiva em São Paulo, trata o emagrecimento sustentável como resultado de um ritmo que o corpo consegue sustentar, não da velocidade que a balança consegue mostrar em poucas semanas. A diferença entre os dois caminhos aparece meses depois, quando um se mantém e o outro precisa recomeçar do zero.

Por que emagrecimento rápido raramente é emagrecimento real?

Déficits calóricos muito agressivos forçam o corpo a buscar energia onde for mais fácil, e isso inclui tecido muscular, não apenas gordura. Estudos sobre composição corporal mostram que entre 25% e 30% do peso perdido em protocolos extremos pode vir justamente da massa magra, o tecido que mais interessa preservar durante qualquer processo de emagrecimento, tanto pela função metabólica quanto pela estética que costuma motivar a busca inicial.

Lucas Peralles destaca que a velocidade da perda de peso costuma ser o pior indicador de sucesso a médio prazo. Uma queda brusca no ponteiro da balança nas primeiras semanas impressiona, mas raramente reflete gordura perdida e frequentemente antecede um platô difícil de superar.

O que sustenta um déficit calórico que realmente funciona?

Um déficit calórico entre 300 e 500 calorias por dia costuma produzir uma perda de peso de 0,5 kg a 1 kg por semana, faixa considerada segura o suficiente para preservar massa magra sem comprometer energia e disposição. Ingestão adequada de proteína e treino de força completam essa equação, sinalizando ao corpo que o músculo continua sendo necessário.

Lucas Peralles
Lucas Peralles

Lucas Peralles esclarece que esse ritmo mais moderado não é lentidão, é proteção. Cortar calorias além do necessário acelera o resultado no curto prazo, mas aumenta o risco de compulsão alimentar, queda de energia e abandono do processo antes de qualquer resultado se consolidar.

Como a Clínica Peralles estrutura esse processo na prática?

Na Clínica Peralles, o acompanhamento de emagrecimento não se limita ao número na balança. Circunferências, disposição, qualidade do sono e desempenho nos treinos entram na avaliação junto com o peso, formando um retrato mais completo de como o corpo está respondendo ao plano ao longo das semanas, e não apenas em um único ponto isolado no tempo.

Ajustes de rota são feitos com base nesse conjunto de métricas, não apenas quando o peso estaciona. O modelo de acompanhamento evita decisões precipitadas, como cortar ainda mais calorias diante do primeiro sinal de estagnação, quando muitas vezes o problema está em outro fator da rotina, como sono insuficiente ou estresse acumulado. Reavaliar o conjunto antes de reagir apenas ao peso costuma poupar semanas de ajustes desnecessários.

O que realmente define um resultado que dura

Emagrecimento sustentável não é sinônimo de processo lento por princípio, é processo compatível com o que o corpo e a rotina conseguem sustentar sem quebrar no meio do caminho. A compatibilidade entre ritmo e rotina é o que separa quem chega ao objetivo de quem reinicia a mesma dieta a cada poucos meses, presa num ciclo de recomeços que nunca chega a se transformar em resultado estável.

Lucas Peralles sugere que entender essa lógica antes de começar qualquer dieta evita boa parte das frustrações mais comuns do processo. Conhecer o trabalho feito na Clínica Peralles pode ser um bom ponto de partida para quem já tentou emagrecer rápido sem manter o resultado.

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