Métricas de recuperação e o retorno sobre investimento jurídico na retomada de ativos complexos: Uma análise de Felipe Rassi

Diego Velázquez
Diego Velázquez
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Felipe Rassi analisa as métricas de recuperação e explica como o retorno sobre investimento jurídico influencia a retomada de ativos complexos.

Felipe Rassi frisa que falar em retorno sobre investimento (ROI) jurídico, em recuperação de ativos complexos, não significa prometer retorno, significa construir métricas que conectem esforço, tempo e resultado, com base em critérios verificáveis. Nesse sentido, métricas úteis não são apenas números finais, elas mostram onde o processo está perdendo eficiência, seja por contestação de saldo, falhas cadastrais, lacunas de titularidade ou dificuldades de formalização.

Sob esse olhar, o “jurídico” não é uma fase isolada, ele é componente do ciclo, pois define exigência de prova, estratégia de escalonamento e custo de incidentes. Desse modo, medir ROI exige medir o processo, não apenas o caixa recuperado.

O que pode ser medido sem criar ruído de interpretação

Uma métrica prática é o tempo médio de conversão, do primeiro contato até o acordo formalizado e até o pagamento efetivo. Outra métrica útil é o custo por caso, incluindo horas de saneamento, tentativas de negociação e incidentes que atrasam o ciclo. Taxa de recorrência, acordos descumpridos e retrabalho por divergência de saldo mostram a qualidade da formalização e da governança.

Nesse sentido, também vale medir a taxa de contato efetivo por canal, pois bases com cadastro frágil costumam produzir esforço repetido sem resposta. Desse modo, a carteira identifica se o gargalo está em localizar o devedor, em sustentar o valor cobrado ou em formalizar a proposta. Isso torna o diagnóstico mais objetivo e consistente, com menos ruído operacional. Segundo Felipe Rassi, essas métricas evitam um erro comum: avaliar desempenho apenas pelo volume recuperado. 

Indicadores de qualidade de prova e impacto na execução

Em ativos complexos, a qualidade da prova costuma definir o custo do caminho. Portanto, indicadores como proporção de casos com memória de cálculo rastreável, proporção com data-base explícita e proporção com cadeia de titularidade completa ajudam a prever tempo e contestação. Medir quantos casos retornam por questionamento de legitimidade mostra fragilidade de anexos e de controle de versões.

Na avaliação de Felipe Rassi, compreender métricas de recuperação é essencial para medir o retorno sobre investimento jurídico na recuperação de ativos complexos.
Na avaliação de Felipe Rassi, compreender métricas de recuperação é essencial para medir o retorno sobre investimento jurídico na recuperação de ativos complexos.

Por outro lado, indicadores de consistência de cadastro também são relevantes, como duplicidade e campos essenciais vazios. Assim, a carteira antecipa o volume de saneamento necessário antes de negociar em escala, pois vícios repetidos tendem a elevar custos e alongar prazos. De acordo com Felipe Rassi, quando o indicador aponta fragilidade estrutural, o ROI jurídico tende a cair, pois o processo consome tempo com saneamento e resposta a objeções previsíveis. 

Custo de litígio, escalonamento e decisão proporcional

Outra dimensão é o custo de escalonamento, quanto custa migrar de negociação para medidas mais firmes e qual é a taxa de conversão dessa mudança. Portanto, medir quantos casos escalonam, quanto tempo ficam em cada trilha e quantos retornam para saneamento evita insistência improdutiva. Medir incidentes processuais, quando aplicável, indica se a base está madura o suficiente para sustentar o caminho escolhido.

Como pontua Felipe Rassi, o ROI jurídico melhora quando decisões são proporcionais ao valor do caso e à prova disponível. Logo, indicadores de proporcionalidade, como custo estimado de execução versus valor recuperável esperado, ajudam a evitar escolhas que parecem corretas no papel, porém comprometem a eficiência.

Conectar métricas à governança e melhoria contínua

Métrica sem ação vira relatório. Desse modo, indicadores devem acionar regras: ajustar critérios de elegibilidade, reforçar checklists, padronizar data-base, corrigir parâmetros de cálculo e melhorar controle de versões. A partir disso, quando a carteira mede reincidência de descumprimento, ela pode revisar alçadas e formalização, reduzindo a repetição do mesmo ciclo.

Felipe Rassi observa que o ROI jurídico, nesse contexto, é uma ferramenta de gestão de risco: mostra onde a recuperação de ativos está sendo sustentada por base verificável e onde está sendo travada por ruído previsível. Nesse sentido, a métrica bem construída reduz improviso e melhora a previsibilidade, pois transforma a experiência operacional em critério.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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