A Prefeitura do Recife anunciou, em 10 de setembro de 2026, a construção de um reservatório subterrâneo no bairro da Imbiribeira, na Zona Oeste da capital pernambucana. Com capacidade para reter 6,4 milhões de litros de água, o equipamento foi planejado para reforçar o sistema de drenagem e reduzir os impactos dos alagamentos registrados na região durante períodos de chuva.
O anúncio faz parte de um conjunto de intervenções de infraestrutura urbana que também inclui a requalificação da microdrenagem da Avenida Mascarenhas de Moraes e de ruas próximas. A proposta é ampliar a capacidade de absorção e condução das águas pluviais em uma área que reúne vias de circulação, imóveis residenciais, estabelecimentos comerciais e serviços importantes para o Recife.
Segundo informações divulgadas pela Prefeitura do Recife, o investimento estimado para as obras é de aproximadamente R$ 37 milhões. Os recursos serão viabilizados por meio do programa ProMorar, iniciativa utilizada pelo município para financiar ações de urbanização e melhoria da infraestrutura em áreas da cidade.
Como o reservatório deverá funcionar
O reservatório será construído abaixo do solo, como parte da estrutura de controle das águas da chuva. Em momentos de precipitação intensa, a área deverá funcionar como espaço temporário de armazenamento, ajudando a evitar que todo o volume de água se acumule simultaneamente nas ruas e nos pontos mais vulneráveis da Imbiribeira.
A estimativa apresentada pela Prefeitura é de que o conjunto de intervenções contribua para uma redução de 20% nos níveis máximos de acúmulo de água na área beneficiada. O percentual representa uma projeção para o desempenho do sistema e está associado não apenas à construção do reservatório, mas também às melhorias previstas na microdrenagem e no bombeamento.
Além do equipamento subterrâneo, o projeto contempla a ampliação da capacidade da estação de bombeamento localizada na entrada do Ibura. Essa estrutura integra o sistema responsável por retirar e direcionar a água acumulada, especialmente em situações nas quais o escoamento natural não é suficiente para evitar pontos de alagamento.
Áreas que devem ser beneficiadas
A intervenção terá como eixo a Avenida Mascarenhas de Moraes e as vias próximas, na Imbiribeira. A localização é estratégica porque a avenida concentra deslocamentos diários e conecta diferentes áreas do Recife, o que faz com que ocorrências de alagamento possam afetar a mobilidade, o acesso a serviços e o funcionamento de atividades econômicas.
Com a ampliação da drenagem e do bombeamento, a expectativa é reduzir a intensidade dos impactos provocados pelo acúmulo de água na região. O reservatório, no entanto, não deve ser entendido como uma solução isolada para todos os problemas relacionados às chuvas. A operação adequada do sistema depende da integração entre as estruturas previstas e as ações permanentes de manutenção urbana.
A limpeza de canais, a conservação das redes de drenagem, a remoção de resíduos e o acompanhamento das áreas de risco continuam sendo medidas importantes para o funcionamento da infraestrutura. Em episódios de chuva forte, a prevenção também depende do monitoramento das condições meteorológicas e da adoção de cuidados por moradores, comerciantes e motoristas.
Obra integra ações contra alagamentos
A construção anunciada para a Imbiribeira representa uma intervenção de escala urbana, diferente de medidas pontuais de captação ou escoamento de água. Ao combinar armazenamento temporário, requalificação da microdrenagem e reforço da estação de bombeamento do Ibura, o projeto busca atuar em diferentes etapas do controle das águas pluviais.
O anúncio da Prefeitura do Recife não informa, na publicação consultada, uma data específica para o início ou a conclusão dos trabalhos. Por isso, o acompanhamento das próximas etapas deverá considerar a formalização do cronograma, a execução das intervenções nas vias e a evolução da construção do reservatório.
Para os moradores da Imbiribeira e das áreas próximas, a expectativa está relacionada principalmente à redução dos transtornos causados pelas chuvas. A efetividade da obra será observada na capacidade de diminuir os níveis de acúmulo de água sem substituir as ações contínuas de manutenção, planejamento urbano e prevenção que fazem parte da gestão dos alagamentos no Recife.

